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Den Lille Havfrue (A Pequena Sereia) é um símbolo de Copenhagen, se localiza próximo ao mar, sobre algumas  pedras, em Langelinje. A estátua foi presente de Carl Jacobsen,  filho do fundador da famosa cervejaria Caslberg, para a cidade em 1913. Foi esculpida pelo, até então pouco conhecido, Edvard Erichsen. A idéia da escultura fazia parte da tendência na época de usar figuras clássicas e históricas para decorar os parques e áreas públicas em Copenhague.

A história da estátua é interessante. Em 1909, Carl Jacobsen assistiu ao solo da bailarina Ellen Price na peça A Pequena Sereia no Teatro Real. Ele ficou tão fascinado que a convidou para posar para a estátua. Ela concordou inicialmente, porém desistiu da idéia devido ao fato de ter que posar nua para uma escultura que se tornaria tão pública. Assim, a mulher do escultor Edvard Erichsen foi quem posou para o corpo.

A história:

A Pequena Sereia, escrita por Hans Christian Andersen, conta a história de uma jovem sereia que se apaixonou por um príncipe. Desde então, ela sempre vinha até a superfície da água para porcurar por ele. A história não tem um final feliz, a sereia procura uma feiticeira que pede sua voz em troca das novas pernas que daria. Além de perder a voz, a sereia também sentiria muita dor quando caminhasse, como se estivesse pisando sobre lâminas.

Apesar de todo o seu sacrifício, o príncipe a desprezou, negando o seu amor por ele. Um conto nem um pouco de fadas…

A escultura retrata então a sereia olhando para o mar, lembrando de sua juventude no mar, sem poder retornar.

O escultor usou de “licença poética” na criação. A Pequena Sereia possui pernas e cauda parciais, embora o conto de Hans Christian Andersen separa bem as partes onde ela possui cauda de peixe e quando possui pernas.

Porém essa mistura, na minha opinião, demonstra claramente as duas fases da vida da sereia, misturadas em um único corpo, bem como sua divisão interior entre a saudade do mar e o amor e sacrifício pelo príncipe insensível.

Seu olhar triste em direção ao mar completa a impressão sobre o sentido dado à escultura.

Uma curiosidae: sua cabeça já foi misteriosamente decapitada em 1998. Depois de algum tempo, a cabeça retornou ao lugar de origem…

O aniversário da estátua é comemorado todo ano em Agosto.

Região próxima à Pequena Sereia

Langelinje , onde se encontra a escultura, significa longa linha. É uma área abrangendo um píer e um parque. O local é um destino bme popular para grupos de turistas. A maioria dos navios de cruzeiros atraca nesse pier, o que o torna o porto mais visitado da Europa.

Foi construído originalmente em 1433 como um local de defesa para a cidade, sendo mais tarde expandido. Além das embarcações, nessa região se vê inúmeros cataventos para obtenção de energia eólica.

Saindo da região onde está a Pequena Sereia e voltando em direção ao centro, encontra-se no caminho a Gefionspringvandet. Essa fonte é o maior monumento em Copenhague. Foi criada por Anders Bundgaard e inaugurada em 1908 na ocasião da celebração do 50° aniversário da cervejaria Carlsberg.

Segundo a lenda, a deusa Gefion, representada na fonte, foi quem criou a ilha Zelândia, hoje está situada Copenhague. Da fonte dá para avistar o Palácio Amalienborg.

Ainda na região, temos o Kastellet, uma das fortificações mais preservadas no norte da Europa. Foi construída na forma de um pentagrama e era o principal forte da cidade no século 18.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães utilizaram o local como centro estratégico na sua ocupação da Dinamarca. Tem uma bonita área verde e várias construções incluindo uma igreja e um moinho de vento. Algumas atividade militares ocorrem no local, porém Kastellet é principalmente um parque público e sítio histórico.

Continuando a visita a Copenhague, próximo ao centro e à Marmorkirken, encontra-se o Rosenborg Slot. O nome Rosenborg significa Palácio das Rosas, um romântico nome dado em homenagem à esposa do rei, Kirsten Munk, cujo brasão de família possuía três rosas em seu brasão.

O Rosenborg Slot foi originalmente construído como residência de verão em 1606 e é um bom exemplo das construções realizadas pelo rei Christian IV. O castelo constitui também um exemplo típico do estilo renascentista holandês (dá para perceber a semelhança com algumas construções holandesas). Após sucessivas expansões, em 1624 o castelo finalmente tomou a forma de como se encontra hoje .

O interior do castelo é ricamente decorado, com tapeçarias, móveis, pratarias e obras de arte. Dentro há um museu com exposição da história dinamarquesa durante 300 anos, correspondendo ao período entre Frederik II, no século 16, até Frederik VII, no século 19. No porão estão os tesouros reais incluindo as jóias da coroa. É aberto para visitação diariamente (com algumas exceções às segundas feiras) entre 10 e 16 horas.

O castelo é de fácil acesso pois fica próximo ao centro no Kongens Have, o jardim do Rei. Esse parque constitui o mais antigo jardim real no país. Originalmente era uma jardim renascentista feito para o rei Christian IV, no começo do século 17.

Hoje em dia, o Kongens Have é um parque popular, bem no centro de Copenhague sendo visitado por 2,5 milhões de pessoas por ano. Durante o verão, o parque se torna palco para várias apresetações de música e teatro, incluindo peças infantis.

Sem dúvida alguma o Kongens Have é um parque muito agradável. Lá se vê várias pessoas andando de bicicleta (obviamente), fazendo pic nic, passeando apenas ou simplesmente deitadas na grama lendo um livro ou conversando. Resumidamente, um ótimo lugar para descançar no final da tarde.

E se não bastasse isso, ele faz divisa com outro parque, o Botanisk Have, jardim botânico, com algumas plantas bem diferentes das que estamos acostumados a ver. O jardim é como um museu vivo. Seu principal propósito é manter uma coleção de pantas diversa para ser usada em pesquisa e ensino. O museu presente no jardim possui uma das maiores coleções de plantas e fungos do mundo.

Enquanto caminhava pelo Botanisk Have, tive uma grata surpresa quando parei para dar pão para um cisne. Enquanto jogava os pedacinhos de pão para o  cisne, vi aparecer por entre suas asas a cabecinha de seu filhote. Se tratava de uma mamãe cisne que carregava não um, mas 3 filhotinhos que, sem pestanejarem, pegavam carona folgadamente nas costas da mamãe.

Depois de assistir ao pinguim roubando as pedrinhas no aquário em Bergen, essa foi a melhor visão do reino animal que tive na Escandinávia. Que gracinha.

Os pedacinhos de pão atraíram a atenção de alguns patos que vieram voando fazendo muito barulho, como todo bom pato. Porém, a cuidadosa mamãe engrossou o pescoço, grunhiu enfaticamente e espantou todos os patos curiosos que apareceram no local. E assim seus filhotes folgados  puderam sair de suas costas e nadar alegremente em direção aos paezinhos. Sem dúvida, uma fofura!

Enquanto alimentava, fotografava e filmava os cisnes, um cachorro se aproximou tentando inultimente afugenta-los. Os donos dele se aproximaram e começamos a conversar.

Os rapazes me disseram que o nome do simpático cachorrinho era Jacob.Embora os donos fossem dinarmaqueses, Jacob era belga e segundo os rapazes ele falava francês, dinamarquês e ingles, mas nao português. Sem dúvida um cachorro bem poliglota!

Jacob também gostava de passear na neve, nadar no oceano e comer chocolate belga. Bom não há dúvida que aquele cachorro leva uma vida que muitas pessoas, desejariam, afinal quem não gosta de nadar no oceano e comer algumas deliciosas trufas belgas?

Os donos me ensinaram alguns comandos e eu pude me divertir com a compania agradável do Jacob que festejava o início do verão dinarmaquês realizando muitos truques no parque.

Convidei o irriquieto Jacob para conhecer o Brasil, mas seus donos me disseram que ele não gosta muito do calor. Bom, apesar de ser belga, já era um típico dinarmaquês acostumado com o clima frio.

Nyhavn significa Porto Novo. É o local mais vibrante de Copenhague atualmente e uma atração com significância histórica. Essa região, hoje tão charmosa e favorita dos turistas que visitam Copenhagen, foi no passado um lugar mal afamado, repleto de tavernas baratas, frequentado por prostitutas e por marinheiros de todos os cantos do mundo. Suas casinhas pitorescas, de telhados de duas águas, serviam de entrepostos comerciais e de residência de patrões e empregados. O novo porto se tornou Nyhavn e as casas antigas foram restauradas para virarem hoje vários restaurantes e bares.

O porto foi construído por prisioneiros suecos no século 17, como uma das primeiras expansões das fronteiras de Copenhague. Desde então o canal artificial proporcionou o cenário para uma vida pulsante da cidade. No cais do Nyhavn muitas vezes pode-se ver performances animadas música popular ou jazz, inclusive dentro dos barcos que saem para fazer os tours pelos canais da cidade.

É um local muito charmoso e imperdível, sendo um dos cartões postais de Copenhague. É um lugar perfeito para uma cerveja, um lanche ou mesmo uma boa caminhada, os inúmeros restaurantes e cafés dividem o espaço com as casas datadas do século 18. Porém, é bom lembrar que os restaurantes nessa região são bem mais caros. As pessoas da cidade também freqüentam bastante o porto, alguns grupos trazem a própria cerveja e bebem na beira do canal mesmo, assistindo os turistas deixarem várias coroas nos bares e restaurantes.

Depois de visitar o Nynhav, fui para a Amaliehaven, uma delícia de praça, com 4 pilares em estilo  moderno dando um charme todo especial ao local. No centro há uma bela fonte e ao fundo avista-se a Operaen, a Opera House, inaugurada em 2005. A construção moderna desenhada pelo arquiteto Henning Larsen combina concreto e vidro. É uma das Óperas mais caras já construídas, seu custo ficou acima de 500 milhões de dólares. Está localizada na ilha Holmen na parte central e de lá tem-se uma bela vista do Palácio Real e da Marmorkirken.

Bom, de um lado ou de outro da praça Amaliehaven tem-se uma boa vista e ótimas fotos.

Do lado oposto ao Operaen está o Amalienborg, a residência de inverno da família real. O complexo consiste em 4 palácios panejados ao redor de um pátio octogonal, em cujo centro encontra-se a  estátua equestre de Frederik V, fundador do Palácio de Amalienborg e do distrito Frederiksstaden.

O complexo foi construído  por ocasião do 300 º aniversário da coroação de Christian I, o primeiro Rei da Casa de Oldenborg. O local para as quatro palácios foi dado a quatro nobres proeminentes, que se comprometeram a construir palácios idênticos, desenhado pelo arquitecto da Corte, Nicolai Eigtved. Amalienborg tornou-se a residência real após o incêndio do Palácio de Christiansborg, ocorrido em 1794.

A troca da guarda ocorre diariamente. Os guardas saem do Rosemborg, chegando à praça do Amalienborg ao meio-dia. O bairro que se desenvolveu em suas imediações é hoje a região mais elegante da cidade.

Passando o Amalienborg, após a rua Bredgade, encontra-se a deslumbrante Marmorkirken, a igreja em estilo barroco de Frederick, ou igreja de mármore, como é popularmente conhecida. A igreja possui o maior domo da Escandinávia (embora no restante da Europa existam outras 3 igrejas maiores). O domo se apóia sobre 12 colunas.

Sua construção se deu em 1749, sendo a primeira pedra colocada pelo próprio rei Frederick V. Porém a igreja só ficou pronta em 1894. Durante 150 anos a igreja permaneceu em ruínas, como consequência, o plano original de construi-la inteiramente em mármore teve que ser modificado.

De qualquer forma, a Marmorkirken é uma construção imponente que chama a atenção até mesmo do turista mais distraído. Seu interior também é digno de cuidadosa atenção. Com certeza, é um lugar que não pode deixar de ser visitado em Copenhague.

Começando o tour pelo Vistors Centre, que fica na região central, bem próximo ao Tivoli. No Visitor Centre encontra-se guias, mapas e outras informações sobre a cidade.

Continuando a caminhada, chega-se ao Tivoli, um parque tradicional, porém sem maiores pretensões. O Tivoli é o parque mais antigo do mundo, foi inaugurado em 1843, sendo um ícone da cidade e um dos mais famosos parques de diversões do mundo. Aproximadamente 4 milhões de pessoas vão a cada ano ao parque.

O Tivoli ocupa um imenso parque com laguinhos e arvoredo, restaurantes, passarelas, bares, quiosques de alimentação, além de palcos ao ar livre para representação de pantomimas ou concertos. Nos finais de semana tem fogos de artifício.

A entrada varia de 75 a 95 DKK dependendo da época do ano. A entrada dá acesso ao parque, mas não aos brinquedos. O ticket para cada brinquedo é 25 DKK, se for comprar um passe para ir em vários, os preços vão variar de 145 a 1200 DKK, de acordo com o passe escolhido.

Em se tratando da Dinamarca, onde tudo é caro, é bom pensar se realmente compensa dispender tanto em um parque de diversões apenas pelo nome que ele tem. O Tivoli abre diariamente das 11 as 23 horas entre abril e dezembro.

Do outro lado do Tivoli está a NY Carlsberg Glyptotek. Este museu possui mais de 10,000 obras de arte, divididas em duas coleções principais, abrangendo desde o início da cultura ocidental do Mediterrâneo, incluindo obras gregas e romanas, a outras formas de arte dinamarquesa e francesa dos séculos 19 e 20. Algumas das pinturas expostas são de Monet, Sisley, Pissarro, Gauguin, dentre outros.

Este museu é citado no livro 1000 lugares para ver antes de morrer de Patricia Schultz. Assim como o Tivoli Garden.

O museu abre diarimente das 11:00 as 17:00. O ingresso custa 60 DKK e aos domingos a entrada é gratuita.

Passando pelo Tivoli e atravessando a H.C. Andersens Boulevard, chega-se à Rådhus, a prefeitura de Copenhague. O prédio e a torre da Rådhus foram inspirados na torre principal da Piazza del Campo, em Siena. O arquiteto, Martin Nyrop, desejava criar um prédio que daria “alegria para a vida cotidiana e prazer espontâneo a todos.”

Na frente da prefeitura tem a estátua do fundador de Copenhague, o bispo Absalon.

Lá se encontra o primeiro relógio mundial, construído em 1955. O relógio de Jens Olsen é aberto para visitação de segunda a sexta das 10 as 16 horas e sábado até as 13 horas e tem um tour guiado até a torre.

A prefeitura fica na Rådhus pladtsen, uma praça bem simpática. Lá eu pude assistir a apresentação de uma banda formada apenas por crianças. Bem bonitinho. Na Rådhus pladtsen, próximo à prefeitura estão as estátuas de Hans Christian Andersen e de Niels Bohr, o ganhador do prêmio Nobel de física.

Também na praça está um dos mais famosos marcos de Copenhague, o Lurblæserne, contruído totalmente de bronze em 1914, encimado por dois vikings soprando uma trombeta antiga chamada lur.

Bom, aqui existe um pouco da conhecida licença artística, a lur data da Idade do Bronze (1500 AC), enquanto os vikings viveram cerca de 1000 anos atrás. Bom, de qualquer modo, a estátua é bem bonita, atraindo muitos cliques fotográficos. A altura da coluna é de 20 metros.

Dessa praça saem os ônibus turísticos. Existem diferentes tipos de tour com duração e custos variados. É uma boa opção para quem estiver já cansado de tanto andar, porém é sempre bom lembrar que Copenhague é uma cidade fácil para se conhecer a pé.

Quem estiver interessado em saber mais sobre os ônibus turísticos pode acessar o site: www.sightseeing.dk.

Foi na Rådhus pladtsen que anunciaram o Rio de Janeiro como cidade vencedora para sediar as Olimpíadas de 2016. O Rio concorria com Madri (segunda colocada), Chicago (primeira eliminada) e Tokio (segunda eliminada). Toda a praça foi coberta de verde e amarelo para celebrar a vitória brasileira. Parabéns Rio! E parabéns para todos nós brasileiros.

Saindo da Rådhus pladtsen, na direção oposta ao Tivoli, tem várias ruas com lojas variadas e muitos souvenirs. A principal é a Kompagnistraede, uma rua formada por um calçadão e muitos souvenirs para encher a estante de qualquer um que ainda não tenha perdido a paciência com esse tipo de lembranças.

O calçadão termina na Strøget, uma das mais longas ruas de compras da Europa. Essa rua, reservada inteiramente aos pedestres, corta boa parte do centro histórico de Copenhagen. Ela tem diferentes nomes em cada trecho, mas acabou sendo conhecida mesmo pelo nome de Strøget. Movimentada a maior parte do dia, é lotada de restaurantes, bares e lojas. É onde as pessoas sentam-se diante de enormes canecos de cerveja para conversar ou assistir ao espetáculo dos músicos de rua.

A Strøget por sua vez, termina na Niels Juels Gade, na junção entre as duas está o Det Kongelige Teater (Teatro Real Dinamarquês), construído em 1874 e conhecido como Old Stage. Foi fundado como teatro do rei e depois como teatro da nação. Apresenta peças de ópera, o Ballet Royal Dinamarquês, música clássica pela Orquestra Real Dinamarquesa (fundada em 1448) e drama.

Existe tours guiados com duração de uma hora e meia as 9:30 ou 10:00 e as 16:30 ou 17:00. O ingresso custa a bagatela de 1875 DKK, aproximadamente 252,00 euros. Uma pechincha… O valor é mais alto do que os das peças exibidas. Vai entender…

Bem ao lado do teatro está o Stærekassen, que faz parte do Teatro Real. Este anexo do teatro principal foi lindamente construído em estilo Art Déco, um charme. É usado para produções de drama.

Mais ou menos perto doDet Kongelige Teater, indo em direção ao National Banken, próximo à ponte Bremerholm, se encontra o Børsen, o inconfundível prédio em estilo renascentista holandês da Bolsa de Valores de Copenhague.

O Børsen constitui mais uma das construções realizadas por Christian IV em 1619-1640,  e é bolsa de valores mais antigas na Dinamarca.

É facilmente reconhecido pela sua torre em espiral formada com quatro caudas de dragões entrelaçadas, atingindo uma altura de 56 metros.

Voltando à rua Strøget, virando na rua Købmagergade, chega-se na Rundetarn, uma torre construída por Christian IV entre 1637 e 1642. O projeto fazia parte de um complexo combinando igreja, biblioteca e observatório em um único prédio. Existe uma lenda dizendo que Peter o grande da Rússia subiu com cavalos e carruagem nos 300 metros de escadas dessa torre.

Sem dúvida é uma boa subida. A torre é aberta diarimante de maio a setembro das 10:00 às 20:00 e nos outros meses das 10:00 às 17:00. O ingresso custa 25 DKK.

Para fechar o círculo central, voltamos para a Rådhus pladtsen, e no caminho encontramos a  Vor Frue Kirken, a catedral de Copenhague, cujo nome significa Igreja de Nossa Senhora.

O local já foi sede de outra igreja desde 1209, porém  a igreja original foi destruída em um bombardeio em 1807. A nova catedral existente hoje foi construída em estilo neoclássico sendo inaugurada em 1829.

O interior da catedral forma um ambiente de paz e tranquilidade com belas esculturas.

VasaMuseet é o museu mais visitado de Estocolmo, e com razão. Foi construído em 1990 para abrigar o navio de guerra Vasa, construído por volta de 1620. O navio afundou no porto de Estocolmo e foi recuperado em 1956, 333 anos após afundar.

A embarcação possui parte do costado e da popa lindamente entalhados mostrando o esplendor e poderio da realeza sueca, porém o Vasa afundou logo em sua viagem inaugural, o que deve ter deixado o rei Gustav nada contente.

É a única embarcação do mundo remanescente do século 17 e ainda intacta. O navio não pode ser visitado por dentro, como o Fran na Noruega, por exemplo, mas vê-lo, mesmo que somente por fora, é fascinante.

O museu é muito bem planejado e rico em informações. Por isso, o Vasa é uma das principais atrações turísticas de Estocolmo.

O Vasa Museet foi um dos museus que já visitei que mais gostei e entrou na lista dos museus em que eu já fui “expulsa”. Explico: eu sou totalmente Lisa Simpson quando o assunto é museu.

Adoro visitar museus, principalmente os que expõem antiguidades, pinturas e esculturas também antigas. Assim, aproveito ao máximo o tempo em que dá para ficar dentro do museu.

Fiquei tão fascinada pelo navio (imagina, tirei 60 fotos só da embarcação…) que fui explorar todos os cantos do museu, resultado, o prédio acabou fechando comigo lá dentro.

Só percebi que não tinha mais ninguém quando as luzes começaram a se apagar e os avisos para sair começaram a ser apenas em espanhol.

Na verdade eles deram o aviso que iam fechar em sueco, inglês, francês e depois apenas em espanhol. Essa foi a parte engraçada.

Sozinha e com o museu ficando na penumbra resolvi procurar a saída mas não a encontrava mais, até que vi um sueco que achei ser o segurança, mas que nada, ele também estava perdido.

Quando finalmente encontramos a saída, pude ver as caras poucos contentes dos funcionários me esperando para fechar totalmente o museu.

Enfim, entrou para a lista dos museus e sítios arqueológicos que fecharam comigo dentro.

Vasamuseet é um museu que compensa muito conhecer mesmo para aqueles que não são muito fans de passar algumas horas dentro de um museu. Simplesmente pelo fato de ter a opotunidade única de ver de perto uma embarcação como essa. Imagino que crianças e adolescentes também se divirtam nesse museu, uma vez que ele nos envolve naquela atmosfera do tempo dos piratas.

O Vasamuseet fica em Djurgården, um parque muito simpático, e perto de outros museus como o Junibacken, o museu de bonecas e histórias infantis de Astrid Lindgren, o Nordiskamuseet, museu nórdico que mostra como os suecos moraram nos últimos 500 anos, e outros mais.

A caminho de Gamla Stan

O primeiro lugar que visitei foi a Klara Kyrka, fundada no século 13 em homenagem à Santa Clara. Essa igreja fica na rua Klara Östra Kyrkogata. Quando a visitei tinha um coral cantando, o que resultava em um clima muito agradável dentro da Igreja. Sentei em um dos bancos e fiquei ouvindo o coral, foi um momento bom para relaxar e agradecer pela viagem.

Na sequência para chegar em Gamla Stan, passei por outra igreja, a  Sankt Jacobs kyrka, dedicada ao Apóstolo São Tiago Maior, padroeiro dos viajantes. A igreja oferece missas em sueco e inglês. Foi fundada em 1643 e se localiza bem no centro de Estocolmo, perto do parque popular Kungsträdgården, da Kunglia Operan e da praça Gustaf Adolf torg. A construção da igreja levou muito tempo para ser concluída e, como consequência, inclui uma ampla gama de estilos arquitetônicos, como gótico, renascentista e barroco.

O parque Kungsträdgården é muito frequentado pelos habitantes de Estocolmo, fica lotado no verão e no inverno, tem um rinque de patinação disputado. É o jardim mais antigo da cidade.  Foi transformado em parque público em 1562, sendo que era o quintal da realeza durante a Idade Média.

Continuando a caminhada em direção a Gamla Stan, chega-se à praça Gustav Adolfs Torg, onde fica a Kunglia Operan (Royal Opera). Lógico que não poderia deixar a ópera passar em branco e entrei para conhecer o prédio por dentro. A compania de ópera foi fundada pelo rei Gustav III com a primeira apresentação em 1773. O interior do prédio é belíssimo, ricamente trabalhando com um amplo salão e balcões confortáveis. Tudo bem que depois de entrar no Opera de Paris, todas as outras óperas parecem inferiores em beleza, mas apesar disso, a Kunglia Operan não deixa de encantar a quem a visita.

Como estava aberto, fui entrando, conhecendo tudo. Mas o melhor de ter entrado assim, tão na cara dura, foi que pude assistir sentada em um dos camarotes, o ensaio completo de uma peça de ópera. O nome da peça eu não sei, mas era deslumbrante. Mesmo sem saber o nome e mesmo sendo o ensaio geral, assitir a uma ópera dessas em Estocolomo de graça foi realmente um presente inesperado, porém magnífico.

A parte engraçada veio no final, na hora de irmos embora, não encontrei a saida, um senhor funcionário da ópera nos chamou, abriu uma porta e falou para gente passar, nós passamos e acabamos entrando no camarim, com todo o pessoal lá dentro! O senhor percebeu então que estavamos perdidas e não que éramos parte da equipe, perguntou  o que que eu queria  e eu respondi: a saida, rs.

Ainda na praça Gustav Adolfs Torg, em frente ao Operan, está o Dansmuseet, um museu de cultura mundial com exposições abrangendo dança, teatro, fotografia e arte, incluindo obras indianas, máscaras africanas e figurinos do balé russo.

Gamla Stan

Saindo da praça,  atravessando a ponte Norrbro, passa pelo Sveriges Riksdag, o parlamento sueco, e depois chega-se a Gamla Stan, a cidade antiga, origem de Estocolomo, fundada em 1252. Gamla Stan é uma dos maiores e melhores preservados centro medieval na Europa. A região abriga prédios antigos, ruas em calçamento, becos e vielas, lojas de souvenires, boutiques, restaurantes, hotéis, pubs, cafeterias, o castelo real e a Stora kyrkan (igreja maior). Andar em Gamla Stan é como estar em um museu ao ar livre. É um dos lugares que mais atrai os turistas, tanto pela beleza, quanto pelos pontos turísticos. Sua popularidade tem razão de ser. É muito agradável percorrer as ruas e vielas de Gamla Stan.

É nessa área que se encontra o Kungliga Slottet, o palácio real. A residência oficial do rei foi construída no século 18 em estilo barroco italiano. Originalmente foi construido como um forte no século 13. O Kungliga Slottet se tornou a residência real no reinado de Gustav Vasa que o aumentou ressultando em um dos maiores palácios na Europa, com mais de 600 aposentos.  No entanto, a família real prefere atualmente morar no palácio Drottningholm.

É aberto à visitação, exceto quando utilizado em banquetes oferecidos a chefes de estado estrangeiros ou em cerimônias oficiais. O maior destaque da visita são os Aposentos Reais. Infelizmente não era permitido fotografias, realmente uma pena, pois os aposentos no interior do palácio são deslumbrantes, mostrando bem a riqueza e luxo da realeza.

Quando estava visitando o palácio, vi vários casais chegarem em carros oficiais para um encontro nas dependências do mesmo. O mais engraçado era que os casais eram bem parecidos entre si, todos eram idosos e se vestiam com exatamente o mesmo estilo de roupa. Não foi possível saber sobre o que era o encontro, mas todos os envolvidos estavam bem felizes, sorrindo uns para os outros e se cumprimentando alegremente, dentro, é claro, do jeito sueco de ser.

Na área do palácio ainda dá para visitar a capela real, o Museu Tre Kronor, dedicado ao palácio original Tre Kronor, o qual foi destruído por um incêndio em 1697 e o Museu de Gustavo III, um dos mais antigos da Europa, aberto ao público em 1794. A maioria das esculturas foi adquirida por Gustav III durante sua viagem à Itália em 1783-1784 e estão dispostas exatamente do mesmo modo que estavam em 1790.

Nas celas escuras do palácio, está o Skattkammaren, com os mais importantes símbolos da monarquia sueca, os tesouros do estado. Anteriormente só podiam ser vistos nas ocasiões cerimoniais, mas desde 1970 a coroa, os cetros, as espadas e as chaves foram expostos ao público. Na parte debaixo do palácio também há o Livrustkammaren, com exposição das armaduras e armas feitas para Gustav Vasa e roupas usadas em cerimônias de casamento e coroação, além das carruagens usadas nas cerimônias reais. De novo não eram permitidas fotografias, que pena.

Dá para ver a troca da guarda que ocorre às quartas e sábados às 12.15 e aos domingos e feriados às 13h15. O cartão Stockholmskortet dá entrada gratuita nos lugares mencionados.

Depois de visitar o Palácio Real, fui de ônibus até Djurgården, para entrar em alguns dos museus existentes no local. O parque é super agradável e muito convidativo a uma parada para comer um lanche sossegada. Sentei em uma das mesas e aproveitei para assistir a um show de música folclórica enquanto comia.

Eu gostei da apresentação, mas confesso que a música não agradaria muito aos brasileiros em geral. O grupo consistia principalmente da mulher vocalista e de um rapaz tocando acordeom. A apresentação terminou logo e em seguida veio a melhor parte. Depois de assistir à ópera, pude assistir ao show de rock de uma banda local. Adorei!

Uma das minhas bandas preferidas é sueca: Hammerfall, sempre que dá vou nos shows deles em São Paulo (enquanto eu morava em Sampa era mais fácil). Bom, não era o Hammerfall mas a banda era muito boa, tocaram Kiss, Van Halen entre outras. Assisti ao show inteiro e no final conversei com o baixista e um dos vocalistas. Ele me passou o site da banda, mas infelizmente acabei perdendo o papel. O pior foi que perdi o papel bem quando comecei a escrever esse post. Que azar! O baixista me falou que não gosta muito do Hammerfall, ele prefere mesmo Iron Maiden.

Essa foto eu tirei do guitarrista quando ele desceu do palco e se aproximou da minha mesa. Muito bom mesmo, pena que perdi o nome e o site da banda.

Akershus Slott fica no centro de Oslo. O castelo medieval foi construído em 1299 e depois remodelado em estilo renascentista no século 17. Hoje o castelo é usado para alguns eventos do governo. Os visitantes podem acessar o forte de várias maneiras, desde o portão principal de entrada Kirkegata até o de saída em Akersgata, pela Torre Munk próxima ao terminal marítimo, pela Outer Tenaille, o portão ao lado do Museu da Resistência, pelo portão em Skippergata, ou pela entrada no Kongens gate. Dentro do forte, dá para visitar o Museu da Resistência, o Castelo Akershus e a Igreja do Castelo.

O Forsvarsmuseet (Museu das Forças Armadas) fica na parte de baixo do Forte e traz uma mostra da história militar da Noruega desde a época dos vikings. O Norges Hjemmefrontmuseum (Museu da Resistência) foi criado em 1966 e aberto ao público em 1970. Contém documentos, gravações e outras coisas sobre o período de ocupação nazista. Apesar de te-los visitado, não são o tipo de museu que eu gosto. Adicionei eles aqui por fazerem parte da área do Akershus Slott. O Oslo Pass dá entrada gratuita ao castelo, ao Mausoléu Real e aos museus.

Adoro tirar fotos de museus e coisas antigas. lustres e maçanetas antigas fazem parte da lista…

Aker Brygge é uma região nobre, com vários restaurantes e cafés à beira do porto, com cinemas, teatros, galerias, lojas. É um local bem agradável para caminhar e olhar pessoas. De lá tem-se uma bela vista do Akershus Slott e do terminal Radhusbrygge, de onde sai o ferry que leva à região Bygdoy, onde tem vários museus, incluindo o Museu Viking. É um local muito popular, especialmente no verão.

Nobels Fredssenter (Nobel Peace Center) fica entre o Aker Brygge e a prefeitura de Oslo. O local contém os trabalhos relacionados com o Prêmio Nobel da Paz. É um passeio inspirador para aqueles que apreciam a causa. Há tours guiados nos finais de semana. A entrada é gratuita com o Oslo Pass, para quem não tem, o ingresso custa 80 NOK. Na lojinha do museu tem muita coisa interessante para comprar. Eu comprei um imã de geladeira que na verdade é como um quebra-cabeça chinês formado por vários ideogramas, muito lindo, é meu xodó na geladeira. Outro imã que comprei contém uma frase de autoria anônima que é ótima:

If the war is the answer, we are asking the wrong question”.

Oslo Radhus é a prefeitura de Oslo, inaugurada em 1950. Fica próxima ao Nobels Fredssenter. Para falar a verdade, achei o prédio meio feinho. Para a capital de um dos países mais ricos do mundo, a prefeitura deveria ser mais bonita. Mas acho que o que atrapalha um pouco é cor que deixa o prédio meio triste. A entrega do Prêmio Nobel ocorre lá todo ano em 10 de dezembro. Há tour guiado todos os dias com duração de 45 minutos. No verão, dá para visitar a torre.

Outros museus

 

Historik Museum, construído no estilo Art Noveau, foi inaugurado em 1904 e mostra a vida na Noruega desde os tempos pré-históricos até a idade média, um período de mais de 9000 anos (no térreo, exposição “From the Ice Age to the coming of Christianity”). A seção de moedas mostra a história das moedas norueguesas usadas em um período de 1000 anos (primeiro andar, exposição “Coin Cabinet”). Além disso, ainda tem uma boa exposição de objetos egípcios, gregos, romanos e etruscos e das culturas africana e do leste asiático – Tibete, Mongólia, China, Japão e Coréia (primeiro, segundo e terceiro andares).

O museu fica na Frederiks Gate próximo ao Slottsparken e à Universidade de Oslo. A entrada é gratuita com o Oslo Pass. Se for de metrô, é só descer na estação Nationaltheatret.

Nasjonalmuseetfica bem ao lado do Historik Museum. A galeria faz parte do Museu Nacional de arte, arquitetura e design. Esse museu tem a maior coleção de arte norueguesa, nórdica e internacional do início do século 19 até hoje. A principal exibição mostra pinturas e esculturas norueguesas ou não, incluindo muitos trabalhos famosos do pintor expressionista Edvard Munch, incluindo “O Grito”.

Apesar de gostar muito tanto de impressionismo quanto dos expressionistas, esta pintura em particular não me agrada. Na verdade, o trabalho dele é tão bom, que resultou em um quadro perturbador e desconcertante. Dá para sentir toda a agonia, angústia e solidão da pessoa representada. É por isso que não gosto. Nem visitei a sala onde ele fica exposto no museu. Ainda prefiro mesmo os impressionistas, em particular Monet, que é simplesmente maravilhoso. Já o quadro Madona do Munch é belíssimo, de uma sensibilidade aguda, e o melhor, não parece que o mundo está acabando, como em O Grito. A entrada é gratuita e não é permitido tirar fotos.

Um ótimo lugar para visitar com calma é o Vigelandsparken , o parque mais popular de Oslo. Mais de um milhão de turistas visitam esse parque anualmente. Também não é para menos, Vigelansparken é maravilhoso. Um lugar para se explorar e se encantar.

O parque contém mais de 200 esculturas de Gustav Vigeland (1869-1943) feitas de bronze, granito ou ferro fundido. Vigeland também foi o responsável pelo desenho e arquitetura do parque, concluído entre 1939 e 1949.

A maioria das esculturas está distribuída em 5 conjuntos, ao longo de 850 metros, nos locais: Main Gate, Bridge, Fountain, Monolith plateau e Wheel of Life. Esses dois últimos são os mais famosos. Só para ter uma idéia, o Monolith é constituído por uma coluna de quase 20 metros de altura com 121 figuras humanas. É realmente impressionante, você fica muito tempo olhando para ele.

Alias, não apenas para o Monolith, mas também para todas as demais esculturas. Para quem gosta de tirar fotos, é um prato cheio. Dá para se perder com tantas esculturas e detalhes que mudam ou realçam de acordo com o ângulo.

Vigelandsparken acaba sendo um pouco diferente dos parques normalmente encontrados na Europa, e talvez esteja justo ai o seu charme e beleza.

O lugar te convida não apenas para uma caminhada relaxante como também para explorar as diferentes faces da vida expostas em cada uma de suas 200 esculturas.

Para quem estiver indo a Oslo, recomendo muito que visite o Vigelandsparken. Eu fui andando após a visita ao Slotten, mas quem quiser pode pegar o ônibus 20 ou o metro e descer na estação Majorstuen.

Vá com calma, sem pressa, para poder admirar a beleza do conjunto das esculturas e de sua harmonia com a natureza do local, bem como para respirar a atmosfera envolvente e prazeirosa do parque.


Estando em frente à estação de trem de Oslo, tem-se a Karl Johans Gate é a rua principal de Oslo. Ela vai da estação de trem até o Slottet (Palácio Real). É um lugar bem bonito e agradável para andar, com restaurentes, lojas e galerias.

Andando na Karl Johans Gate, em direção ao Slottet, do lado direito vê-se a Oslo Domkirke, (Catedral de Oslo) construída em estilo barroco em 1697.

Quando eu fui, em 2008, estava fechada para reformas, mas agora já está aberta novamente ao público.

A parte de trás da catedral é rodeada pelo Bazaar (Basarene ved Oslo Domkirke), um edifício com uma torre coberta de verde metálico, assim como a Catedral.

Continuando na Karl Johans Gate chega-se ao Stortinget, que fica do lado esquerdo. Stortinget é o prédio do parlamento construído em 1866 por um arquiteto sueco. Há visitas guiadas no verão (de 25 de junho a 20 de agosto) e aos sábados (de 10 de setembro a 10 de junho). A entrada é gratuita.

Ainda na Karl Johans Gate, logo após passar o Stortinget indo em direção ao palácio real, tem-se a Spikersuppa, que é uma praça bonita e agradável, lugar ideal para uma parada de descanso ou para tirar fotos da tulipas belíssimas que compõem os jardins.

Próximo a Spikersuppa está o Nationaltheatret, o maior teatro da Noruega, aberto em 1899. O Nationaltheatret é um dos 5 teatros nacionais noregueses e apresenta peças clássicas e contemporâneas.

O Ibsen Festival e o Contemporary Stage Festival ocorrem bianualmente em anos alternados. Para quem gosta de teatro, pode-se obter a programação completa no site www.nationaltheatret.no.

Em frente ao Nationaltheatret, está a Universidade de Oslo, fundada em 1811. É a maior e mais antiga universidade da Noruega.

A Karl Johans Gate termina na Frederiks Gate em frente ao parque Slottsparken, onde está o Slotten, Palácio Real, construído entre 1825 e 1849 com estrutura neoclássica. O parque é bem agradável e é aberto ao público.

Para quem tem paciência, dá para assistir a troca da guarda que ocorre diariamente às 13:30. Uma bandeira vermelha sinaliza quando o rei está no palácio e, nessa ocasião, uma banda também participa do ritual da troca da guarda. Há visitas guiadas em inglês para conhecer o palácio. O tour tem duração de 1 hora. Os ingressos podem ser comprados no Billetservice e em postos oficiais. O Oslo Pass não dá direito à entrada no palácio.

Quando eu assisti a troca da guarda, a principal atração acabou sendo um garotinho norueguês que ficava imitando os guardas o tempo todo. Ele imitava tão certinho e tão sério que todos começaram a olhar para ele. Mesmo quando já tinha terminado a troca, o garotinho continuou a marchar e bater continência. Quando um dos guardas olhou para ele, o garoto ficou ainda mais sério e bateu continência para o guarda. Não deu outra, todos que ainda estavam presentes começaram a rir.

A beleza natural da Noruega, em especial de Bergen, já dá para perceber desde o avião. A paisagem é realmente bonita, formada pelo oceano, muitos lagos, montanhas e, claro, pelos fiordes. Não dá para ir para Bergen e não fazer um passeio pelos fiordes, incluídos também na lista de Patrimônio da Humanidade da UNESCO.

Existem diferentes tipos de passeios pelos fiordes para todos os tipos de bolso (lembrando que, em se tratando da Noruega, o bolso tem que ser bem recheado…). Os passeios variam de duração, sendo que alguns incluem pescaria e outros atrativos. Os tickets podem ser comprados no Tourist Information.

Comprei o ticket da White Lady para conhecer os fiordes. A duração do passeio foi de 4 horas e custou 430 NOK por pessoa.

Não dá para descrever aqui o passeio, esse post ficaria imenso e mesmo assim não transmitiria metade da beleza dos fiordes. A paisagem é magnífica, as montanhas são altíssimas, o tour emociona e encanta. São 4 horas de paisagens belíssimas, fotografias e vídeos que tentam inultimente memorizar a beleza, brisa no rosto e a recompensa de ter ido visitar um dos patrimônios da humanidade, muito merecido por sinal.

Vale a pena, principalmente para os amantes da natureza e de belas paisagens.

As fotos abaixo não fazem jus à beleza do local, afinal é difícil uma câmera conseguir captar a beleza e a emoção que nossos olhos vêem e o coração sente. Não conheci os fiordes de Oslo para comparar, mas quem já fez o passeio pela região me falou que os fiordes de Bergen são bem mais bonitos.

Para quem gosta de tirar fotos e filmar é bom ir com um cartão a mais para evitar frustações.

Mais paisagens

Um dos últimos lugares que fui em Bergen foi o Floibanen Funicular.  Esse bondinho é uma das atrações mais populares. Ele sai do centro da cidade e leva até o topo da montanha Floyen (uma das sete montanhas ao redor de Bergen), a 320 metros acima do nível do mar.

A subida dura 7 minutos, o bondinho possui janelas panorâmicas onde dá pra ver tanto o trajeto dos trilhos quanto a cidade de Bergen. De lá de cima do Floyen tem-se uma vista linda da cidade, além de restaurante e loja. Também há algumas trilhas para quem quiser fazer uma caminhada super agradável.

O ticket de ida e volta custou 70 NOK. O bondinho parte a cada 15 minutos, então dá para apreciar tranquilamente a vista lá de cima e ainda fazer uma caminhada relaxante por uma trilha maravilhosa.

Entre Bergen e Oslo

Saindo de Bergen fui para Oslo. A viagem de trem por si só já vale a pena (tirando os túneis que insistem em interferir com a visão). A paisagem é toda muito linda, vale a pena ir durante o dia para apreciar a vista.

A paisagem é composta por montanhas cobertas de neve e lagos formados pela água que escorre das montanhas. No percurso também é possível ver algumas estações de esqui e casinhas de madeira rodeadas por muita neve.

No meu segundo dia em Bergen, visitei o Akvariet (aquário). É o maior e mais antigo aquário da Noruega, com mais de 60 tanques com diversos peixes, focas, pinguins, etc. Tem sessões de treinamento e alimentação das focas e pingüins abertas ao público.

Eu adorei esse lugar e recomendo muito para quem gosta de bichos e vida marítima. Fiquei por muito tempo assistindo os pingüins. Isso porque um deles ficava roubando pedrinhas dos ninhos de algumas “pinguinhas” para levar para o ninho da escolhida dele. Isso causou uma briga danada entre os “maridos” insultados com tal atitude.

Filmei algumas cenas realmente engraçadas. Afinal pingüim já é engraçado por si só, roubando pedrinhas dos outros companheiros de aquário então, é mais engraçado ainda.

Vale a pena conhecer esse aquário. Não é tão longe do centro, dá para ir a pé tranqüilo (15 a 20 minutos de caminhada). Estando no Market Fish, é só virar à esquerda para chegar na rua Strandkaien, seguindo reto pela rua C. Sundts gate, chega-se facilmente ao Aquário.

Para quem não quiser andar, dá para pegar os ferrys que saem do Bryggen ou do Fish Market e  param no Nykirken ou Tollbodkaien, respectivamente, que ficam bem próximos ao Aquário.  Outra opção é o ônibus 11 que sai do centro. Para quem gosta de tirar fotos, dá para tirar fotos belíssimas dos peixes árticos, focas, pinguins, etc.

Música barroca

Quando fui para Bergen era época do 56° Festival Internacional. Esse festival ocorre sempre entre maio e junho e inclui apresentações de dança, música, teatro, ópera, etc. Para quem gosta de arte é um prato cheio. Os ingressos podem ser comprados em quiosques no centro.

Eu aproveitei para assistir um concerto de música barroca, com tenores e músicos realmente tocando instrumentos da época barroca. O concerto chamava Venezia II e o lugar da apresentação, para dar mais charme ainda, foi o Hakonshallen, completando a atmosfera medieval.

Assistir a um concerto tão lindo em um local tão apaixonante foi realmente uma experiência única. A melodia, as vozes dos tenores e o salão do Hakonshallen se combinavam formando uma atmosfera de sonho, preenchendo o espírito e o coração, como toda boa arte faz.

Foi tudo muito lindo e apaixonante.  Caro, como tudo na Noruega, mas valeu muito a pena. Foi um presente a parte na viagem a Bergen.

Uma dica para quem for assistir a qualquer apresentação. Os noruegueses são muito altos, se você, assim como eu, tiver 1,67 de altura e não estiver com seu saltinho preferido, chegue cedo ou escolha um lugar com boa visibilidade. Caso contrário, quando eles se levantarem para os aplausos, você não conseguirá ver mais nada.

Quem estiver indo para Bergen entre maio e junho e quiser assistir a alguma peça, pode consultar a programação no site http://www.fib.no/en/

O primeiro lugar que visitei em Bergen foi o Bryggen, que fica em frente ao porto, não tem como não encontrar o local, se você estiver em frente ao Market Fish, você vai avistar o Bryggen a sua direita.

Lá se vê as primeiras casas de Bergen, de arquitetura medieval, feitas de madeira no século XII.  Elas foram destruídas por um incêndio em 1702 e depois reconstruídas para ficarem como eram antes. Bryggen faz parte da lista de Patrimônio da Humanidade da UNESCO.

Outra paixão que tenho além de viajar é tirar fotos (como quase todo bom viajante). Quando viajo, tiro fotos não apenas dos pontos turísticos, como também de detalhes como portas, maçanetas ou lustres antigos, detalhes de esculturas e pinturas, flores e barcos.

E falando em flores, para quem gosta de tulipas vai adorar os jardins da Noruega em geral, pois a flor dominante é sempre a tulipa. E para quem gosta de barcos, pode se preparar para tirar muitas fotos. A foto abaixo foi tirada no porto de Bergen, em frente ao Bryggen.

Seguindo em frente, após passar o Bryggen, há a igreja estilo romanesco Mariakirken, que é a construção mais antiga de Bergen (século XII), funcionando como igreja no período entre 1408 a 1766. Para chegar lá, vire à direita na Dreggsallmenningen.

Voltando à rua do Bryggen, seguindo reto em direção ao Bradbenken estão a torre Rosenkrantz e o Hakonshallen. Este último foi construído entre 1247 e 1261 durante o reinado de Hakon Hakonsson. Foi a construção maior e mais imponente da residência real no século XIII, quando Bergen era o centro político da Noruega.

Ao lado do Hakonshallen fica a torre Rosenkrantz construída em 1560 pelo governador do Castelo de Bergen, Erik Rosenkrantz, com funções combinadas de residência e torre fortificada. Esta torre é considerada um dos mais importantes monumentos da renascença na Noruega.

Continuando o post anterior sobre Estocolmo, existem duas boas maneiras de ver a cidade além de caminhar ou pegar o ônibus. Pelos canais da cidade e de cima da torre Kaknastornet, o ponto mais alto de Estocolmo. O cartão Stockholmskortet dá entrada gratuita em ambos.

Existem vários tipos de tours pelos canais. Eu acho bem legal de se fazer, Estocolmo é construída sobre 14 ilhas, então o passeio de barco oferece uma bela vista da cidade a partir da água. Eu escolhi o Royal Canal Tour, com duração de 50 minutos. Para quem não tem o cartão, o valor do ingresso é 150 SEK.

O barco sai de Stromkajen (Grand Hôtel), perto da ponte  Strömbron que sai de Gamla Stan. Passa pelo canal de Djurgårdsbrunn, visitando pontos como Djurgården e o Royal National Park City, prédios históricos e pontos com natureza exuberante. Na volta, o tour passa pelo Vasamuseet e Waldemarsudde. Tem uma lanchonete a bordo, caso dê fome durante o tour.

Ainda bem próximo à Gamla Stan, logo que o barco sai, dá para avistar o Nationalmuseum, inaugurado em 1864 em estilo veneziano-renascentista. Este museu possui um importante acervo de várias pinturas das principais escolas européias, além de móveis, pratarias, cerâmicas, objetos de madeira, prata e bronze. A maior parte da coleção foi doada pelo rei Gustav III, que devia ser um grande apreciador de objetos de arte, visto que sua coleção particular pôde ser generosamente distribuída em dois museus, este e o Gustav IIIs antikmuseum , um dos mais antigos museus da Europa, aberto ao público em 1794. A maioria das esculturas foi adquirida por Gustav III durante sua viagem à Itália em 1783 e estão dispostas exatamente do mesmo modo que estavam em 1790.

Abaixo tem outras fotos tiradas do barco, uma delas é o Danvikshem, um prédio intrigante, construído entre 1902 and 1915. Hoje em dia é usado como casa de repouso para idosos. Fiquei sabendo de uma história engraçada sobre o Danvikshem, mas não sei se é verdade.  Algum tempo atras, um navio de guerra foi para Estocolmo em uma visita oficial. Quando avistaram esse prédio, o capitão pensou que fosse o palácio real e deu ordens para dispararem os canhões para saudar ao rei. Dá para imaginar como ficaram os vovôs e as vovós depois desse engano…

Outro lugar que dá para avistar do barco é o Skansen. Foi inaugurado em 1891, sendo o pioneiro dos museus ao ar livre com exposições referentes à vida rural e urbana da Suécia dos séculos 18 e 19. Nesta área podem ser vistas 150 construções e fazendas de diferentes partes do país que foram desmontadas de seus lugares de origem e refeitas na área do Skansen. Boa parte das construções tem decoração interna de época. Há também um mini-zoológico de animais selvagens da Escandinávia, como ursos e lobos. Este estilo de casa também pode ser visto nas áreas rurais norueguesas.

Na foto panorâmica dá pra ver o Djurgårdsbron e Strandvägen. Este último quer dizer “caminho da praia”, constituindo um boulevard na parte central de Estocolmo. Foi construído para a Feira Mundial de Estocolmo em 1897 e rapidamente se tornou um dos endereços de maior prestígio na cidade.

Kaknastornet

Depois de ver Estocolmo dos canais, é hora de vê-la do alto. Kaknastornet é a torre que fica no ponto mais alto da cidade. O elevador leva 30 segundos para atingir a altura de 155 metros do chão. De lá, tem-se uma vista espetacular da cidade. A vista alcança em torno de 6o km, incluindo os subúrbios e o aquipélago. A torre foi construída empregando engenharia avançada entre 1963 e 1967. Tem restaurante e um café bar agradáveis e alguns sofás ótimos para sentar e apreciar a paisagem.

Stadshuset

Há ainda um terceiro lugar de onde se tem uma bela vista de Gamla Stan e da ilha Riddarholmen, do pátio atrás da Stadshuset, a prefeitura de Estocolmo. A Stadshuset foi construída em estilo romântico entre 1911 e 1923 usando aproximadamente 8 milhões de tijolos.  A prefeitura, é o símbolo da cidade, sendo o local da entrega do prêmio Nobel (exceto o Nobel da paz que é em Oslo). Há visitas guiadas para conhecer o interior, com duração de 45 minutos. Dá para visitar a torre também, que fica aberta de maio a setembro.

A foto abaixo mostra a vista de Riddarholmen, dá para ver do lado esquerdo o Norstedts, o prédio editorial mais antigo de Estocolmo. A editora publica ficção, não-ficção, acadêmicos, livros de referência, infantis e dicionários. No lado direito está o Wrangelska palatset, que foi residência da família real entre 1697 a 1754. No fundo tem a torre da Igreja de Riddarholmen, conhecida por abrigar os requintados túmulos dos monarcas suecos há 700 anos. Parte dela data do século 13, mas a maior parte, construída com tijolinhos, é do século 16.

Conversei com um segurança no pátio central da Stasdshuset. Comentei com ele sobre o fato da rainha da Suécia ser brasileira. Ele me contou orgulhoso que já havia visto a rainha de perto e que ela era baixinha. Bom, qualquer um poderia ser baixinho perto dele, um típico sueco, então respondi para ele que a rainha não era baixinha e sim os suecos que são muito altos. Perguntei a ele como era a vida em Estocolmo e se ele gostava de lá. Sua resposta foi inusitada, ele disse que gostava sim de Estocolmo, mas como nunca tivesse morado em outro lugar, ele não poderia afirmar com tanta certeza. Bom, não deixa de ser verdade a comparação improvável.

Cheguei em Copenhague em junho de 2008, vindo de Estocolmo.

A capital da Dinamarca é uma cidade antiga com belas construções históricas e atrações. É fácil de se locomover e dá para conhecer as atrações apenas caminhando. No próprio mapa da cidade, encontrado facilmente nos hoteis ou centro de informação ao turista, tem uma sugestão de roteiro para ser feito a pé,  passando pelos principais pontos turísticos.

Situada na ilha da Zelândia e ligada ao continente por uma ponte, Copenhagen é uma cidade de médio porte. Seu nome significa “porto dos mercadores“. Foi fundada em 1167  pelo bispo Absalon que construiu um forte na pequena vila existente.

A cidade conserva um centro histórico bem charmoso e lugares animados, como o  Nyhavn (Porto Novo,) lotado de barzinhos e restaurantes, e de onde partem os barcos que percorrem os diversos canais que cortam o bairro.

Copenhague, como era de se esperar, é a maior cidade da Dinamarca com uma população de mais de 1.875.000 habitantes. É uma das cidades mais densamente povoadas da Escandinávia e também a mais visitada dos países nórdicos, com mais de um milhão de turista a visitando anualmente. Compete em beleza com Estocolmo, segundo o guia Lonely Planet é a cidade mais encantadora da Escandinávia, mas eu particularmente discordo. Para mim Estocolmo é a mais bonita e charmosa das capitais, não é a toa que é conhecida como a capital da Escandinávia.

O que mais se vê em Copenhague são bicicletas, mais do que até em Amsterdam. Elas estão por todos os lados em todos os estilos diferentes. Até taxi-bicicleta tem (eu andei em um por sinal, é bem divertido).

Elas estão nas ruas, nas calçadas, nos parques. Tem horas que até chateia tanta bicicleta vindo em todas as direções. Realmente tem horas que é necessário desviar das bicicletas.

Algumas são tão diferentes que dá muita vontade de pedalar, principalmente nos parques. Como a cidade é toda plana, a população prefere mesmo a bicicleta para se locomover, o que além de ser bem ecológico, é divertido e ótimo para manter a forma. No fundo, no fundo, que inveja….rs.

A bicicleta em Copenhague se tornou um símbolo. Perto da prefeitura, no alto de um prédio na H.C. Andersens Boulevard, tem um relógio do clima. Se está chuvoso, sai a estátua com um guarda-chuva, se o clima está ensolarado, sai a estátua com a bicicleta.

Em Copenhague, fiquei hospedada no Danhostel Copenhagen City, próximo ao parque Tivoli. É uma boa localização e também um lugar agradável e com boa segurança.

Para saber mais sobre Copenhague:

www.visitcopenhagen.com

Fui para Estocolmo em maio de 2008, vindo de Oslo. A viagem de trem de Oslo para Estocolmo já seria cansativa apenas pela duração de 7 horas, porém, acabou sendo bem mais cansativa do que o imaginado.

Primeiro porque o trem que saia de Oslo foi cancelado e a empresa decidiu fazer o trajeto então de ônibus até a fronteira para então pegar o trem, ou seja, a duração de 7 horas agora parecia ser bem mais agradável.

Mas até ai tudo bem, são coisas de viagem e dá para passar o tempo vendo a paisagem, comendo chocolate e revendo os locais que eu queria visitar.

Bom, chegando na fronteira, entrei no trem devido e pensei que o resto da viagem seguiria normalmente. Ledo engano. Atrás de mim sentou um inglês totalmente bêbado que ficava xingando todo mundo dentro do vagão. Quando não estava xingando ou incomodando as pessoas, ele ficava falando de Liverpool, vai entender…

Agora vem a parte cômica da história. Quando o inglês desceu, todos acharam bom, mas ai entrou um africano mais bêbado ainda e sentou no mesmo lugar do inglês, ou seja, atrás de mim. Acho que aquele banco devia ser o reservado aos bêbados, só pode.

O africano foi ficando cada vez mais agitado, dai ele começou a andar de um lado para o outro, super nervoso e xingando mais alto ainda que o inglês, por fim, ele até caiu em cima de mim. Dai não deu outra, os funcionários do trem vieram e tiraram o maluco do trem.

E foi assim que acabei chegando à noite em Estocolmo. Mas tudo bem, pela experiência que já tive em outras viagens, aprendi que trocar de cidade é sempre uma aventura.

Bom, Estocolmo é uma cidade lindíssima, uma das mais bonitas que já visitei. Foi fundada por volta do século 13 e é composta de 14 ilhas com água limpíssima, o que lhe rendeu o apelido de Veneza do Norte (embora, na minha opinião, seja muito difícil alguma cidade se comparar a Veneza).

É muito civilizada, com diversos parques, praças, avenidas largas e também edifícios antigos e medievais. Estocolmo é habitada por cerca de 20% da população da Suécia, totalizando 2 milhões de habitantes.

A cidade oferece várias atrações. Eu fiquei por 3 dias e me arrependi, devia ter ficado por mais tempo, porém estava difícil de encontrar acomodação, já que era alta temporada e estava tendo vários eventos na cidade.

Por todos os lados viam-se camionetes e ônibus carregando um amontoado de pessoas que gritavam e comemoravam muito. Em alguns lugares parecia até uma carreata. Perguntei para as pessoas na rua o que era aquilo, mas infelizmente ninguém soube me responder. Estranho… Mas enfim, toda vez que eles passavam e acenavam eu acenava também, afinal, vamos fazer parte da bagunça.

Um dos carros que passou por mim tinha uma pessoa com a bandeira do Brasil. Quando gritei da calçada apontado para a bandeira, as suecas lá de cima do carro fizeram mais festa ainda e agitaram a bandeira do Brasil para todos os lados. Certa elas, afinal a rainha da Suécia é brasileira.

Também estava tendo uma reunião com os governantes de várias nações, incluindo o “querido” Bush. Como consequência disso, várias ruas foram fechadas para que eles pudessem passar, que pena, perdi a oportunidade de atirar um sapato no Bush, rs.

Para andar em Estocolmo, uma boa idéia é comprar o Stockholmskortet, esse cartão dá direito a transporte gratuito em ônibus e metrô, entrada em mais de 75 museus e  atrações, além de incluir os passeios turísticos de barco.

O cartão pode ser comprado no Stockholm Tourist Centre com duração de 24, 48 e 72 horas, os valores são 395, 525 e 625 SEK, respectivamente. O Tourist Centre fica na Sweden House, Hamngatan 27.

A contagem de horas tem início a partir do primeiro uso do cartão, assim, é bom verificar o horário de abertura das atrações, de forma a aproveitar o cartão da melhor maneira. No verão, o horário de funcionamento é das 10 as 16 horas e no inverno das 12 as 15 horas.

Assim como a Noruega, tudo é caro na Suécia, então temos que aproveitar da melhor forma nosso rico dinheirinho.

Em Estocolmo, fiquei hospedada no City BackPackers, que NÃO recomendo para ninguém. Os quartos ficam no porão praticamente e não possuem janela. Fiquei em um quarto mega pequeno e sem janela, com 4 pessoas dormindo dentro do cubículo. Totalmente deprimente e claustrofóbico. Dormir em um lugar assim é um grande incentivo a levantar super cedo e sair logo para conhecer a cidade.

Quem quiser mais informações sobre Estocolmo pode visitar os sites abaixo:

http://beta.stockholmtown.com/en/ (Site oficial de turismo)

http://www.svenskaturistforeningen.se/en/

http://www.visit-stockholm.com/